“Manifesto pela Formação Plena de Professores” reforça a resistência às politicas de formação

A Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas promoveu no ultimo dia 14 de junho, o “Manifesto Pela Formação Plena de Professores”, um Ato público que contou com entidades cientificas e acadêmicas e coordenadores de cursos de instituições publicas. Foi unânime a critica contundente à Resolução CNE/CP Nº 2, de 20 de dezembro de 2019 que institui a Base Nacional Comum para a formação inicial de professores da Educação Básica, com destaque especial para as mudanças nos cursos de Pedagogia, os quais ainda terão suas DCNs de 2006 alteradas pelo CNE.  

No ato, organizado pela Faculdade de Educação e com a participação ativa dos estudantes e do Centro Acadêmico, foi lançado o Manifesto pela Formação Plena de Professores, o qual está agora sendo socializado ampliando o alcance e o apoio a este movimento.

No Manifesto, os educadores analisam as proposições do CNE para os cursos de pedagogia, destacando que

a formação para o magistério na Educação Infantil, no Ensino Fundamental I e para a Gestão Escolar, será novamente convertida em habilitações independentes e desconectadas, fragmentando e alienando a formação do profissional da educação. Veiculada precária e impropriamente na forma de um resumo apresentado em Power Point, a referida proposta representa um violento ataque aos cursos de Pedagogia, pois, baseada em uma concepção tecnicista e neoliberal da educação, compromete a sólida formação teórica, prática e crítica dos profissionais da educação, além de ferir a autonomia das universidades, garantida pela Constituição Federal, e das faculdades de educação na elaboração dos seus currículos e processos formativos.

Consideramos, ainda, que a proposta do CNE ataca diretamente o curso de Pedagogia e as demais licenciaturas, bem como as universidades públicas, especialmente as faculdades de educação, ao desconsiderar e deslegitimar a pesquisa em educação realizada há décadas nessas instituições e cujos resultados têm se mostrado de extrema relevância para a superação de boa parte dos problemas educacionais enfrentados pelo país.

Exigimos, por fim, a abertura de audiências públicas para que a matéria seja amplamente debatida pelos setores interessados, a fim de assegurar uma formação sólida, integral, crítica, plena, socialmente referenciada e autônoma para as professoras e os professores e, assim, propiciar uma educação básica de qualidade, direito inalienável de todas as crianças e jovens brasileiros.

Assine o manifesto e fortaleça o movimento em defesa dos cursos de pedagogia e da formação de professores e a resistência à destruição da educação pública em curso.

Assine aqui o Manifesto

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